Compositor: Não Disponível
Tronar de patas fazem tambor num varzedo
Chega dá medo quando forma esta tropilha
Pátria Caudilha, rincão crioulo de fé
Pueblito galcho lá pras bandas de Bagé
Bate cincerro na frente égua madrinha
Que até a vizinha banda Oriental estremece
Até emudece quando cruza a bagualada
Rumo à fronteira, batendo casco na estrada
Subindo a serra do Aceguá cá no Minuano
Taura pampeano, Minga Blanco é tradição
Reencarnação, centauro da xucra estampa
Num pingo zaino de voltear tempos na pampa
Legenda viva, crioulo da pura cepa
Risca a paleta, pede campana e se agranda
Pois Deus comanda o destino deste ginete
Que a reservado lhe gusta sacar os cacoete
Mulato véio, melena branca é tropillero
Índio campeiro fugindo da evolução
Buçal na mão gritando frente bagual
Estampa antiga, conhecedor do ritual
Vem pro palanque Resbalosa, égua afamada
Tigra delgada se perde na polvadeira
Treme a bandeira de duas pátrias caudilha
Ressuscitando velhos tempos Farroupilha
Cruzam picaços, abadalar de cincerros
Ponteando ao cerro, rumo aos marco da divisa
Na fina brisa, galopeada e bien temprano
Golpeando a canha, charlando com los hermano
Firmam tratados, guerreiros na mesma luta
Na lida bruta, hermanando um só ideal
Guinchos bagual, sustentam em garrão de potro
Xucra cultura, que regalo a la nosotros